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Archive for the ‘Education’ Category

Reitoria volta a atacar – As praxes académicas

A praxe é, por natureza, uma anormalidade. Não vou discutir que dentro da anormalidade que é algumas pessoas tentam, de facto, integrar os alunos. Mas é uma coisa medieval e não tem lugar numa instituição de ensino superior. Nos moldes que as praxes são praticadas isto é um facto. E os responsáveis pela universidade, como o reitor, sabem isto. Não o dizem porque só têm a perder e nada a ganhar. Mas sabem-o. Sabem-o mas não fazem nada acerca disso.

Contudo como o ministro Mariano Gago enviou um oficio a falar sobre a responsabilidade criminal das praxes seria de esperar que o reitor mudasse algo. A pergunta seria. Será que vai ter a coragem de proibir os actos de praxe na academia ou, muito simplesmente, irá passar a batata quente para o lado dos alunos/docentes/funcionários com um despacho que mostra o seu compromisso em querer mudar as coisas, sem de facto o fazer? A resposta, essa é simples

Aqui está ela:

– Todo e qualquer acto ou procedimento que configure ilícitos de natureza civil, criminal ou disciplinar, deve ser de imediato participado à Reitoria, seguindo a tramitação normal.

Por exemplo dar uma joelhada na cabeça de um miúdo recém entrado na universidade? Ou andar de mascaras a coagir os caloiros a fazerem coisas contra a sua vontade, até eles chorarem? Quem faz isto? Resposta simples: As pessoas que são consideras pela AAUM como a máxima entidade no que toca a praxe. A joelhada que eu presenciei foi dada, por exemplo, por aquele que toda a gente indica como próximo papa. É o número dois da praxe. Admirado? Claro que não.

– Qualquer agente da Universidade, docente, funcionário ou estudante, que presencie actos ou procedimentos que configurem ilícitos de natureza civil, criminal ou disciplinar e que os não participe, pode ser responsabilizado (civil ou criminalmente) por omissão, em coerência com o conteúdo do Ofício ministerial.

Traduzindo: Se vires denuncia. Se não o fizeres a culpa é tua. Nossa nunca é.
– A participação nas actividades com significado académico ou sócio-cultural, integradas no acolhimento aos novos alunos, tem carácter voluntário, pelo que nenhuma forma de coacção física ou psicológica deve ser permitida nas instalações da Universidade.

Acho que preciso de andar menos de 50m para ver isto a acontecer, pelo menos, umas 5 vezes num espaço de uma tarde.
Não são autorizadas em nenhuma circunstância, manifestações de acolhimento, fora do Programa de Acolhimento aos Novos Alunos, que perturbem o normal funcionamento das actividades da Universidade.

Como dizer aos alunos para faltarem as aulas para ir fazer a praxe X/Y? Também nunca aconteceu. Nem vai continuar a acontecer…E a parte das manifestações de acolhimento é de rir. Digno de um sketch de gato fedorento. Estarão-se a referir a rebolar na lama, fazer flexões ou comer cebolas cruas?

Isto tudo é um pouco como o Marcelo e o aborto. É proibido, mas pode fazer-se. Eu cá aguardo o dia em que o reitor da Universidade do Minho seja uma pessoa de convicções e que não tenha medo de enfrentar as tempestades em prol de uma universidade melhor. Até lá, boa sorte aos caloiros.

O meu conselho é não participem nas praxes, nem assinem documentos a dizer que são anti nada, nem sequer liguem a qualquer pessoa que vos pede para os tratar por doutor/engenheiro. E se algum for contra o que diz neste despacho, denunciem a associação académica e não aceitem a lavagem que eles vos vão tentar dar a dizer que não há necessidade e é uma coisa de nada. Há necessidade e é muito grave. Se eles não fizerem nada, denunciem a policia e depois fiquem a ver como eles começam a saltar quando o fogo lhes chega ao rabo. Não deixem que ninguém vós rebaixe ou vos humilhe. Os vossos pais estão a pagar pela vossa educação, não para que uma cambada de imbecis vos trate como se não fossem humanos e tivessem menos direitos.

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Engenharia Informática nas Universidade Públicas

16.50 | Universidade de Aveiro     | 65  Vagas | Engenharia de Computadores e Telemática
16.18 | FEUP                       | 102 Vagas | Engenharia Informática
15.34 | Universidade    Minho      | 117 Vagas | Engenharia Informática
15.10 | Universidade de Coimbra    | 95  Vagas | Engenharia Informática
14.20 | Universidade Nova Lisboa   | 160 Vagas | Engenharia Informática
14.10 | Universidade de Lisboa     | 95  Vagas | Engenharia Informática
14.05 | FCUP                       | 70  Vagas | Engenharia de Redes e Sistemas Informáticos
13.83 | IST                        | 170 Vagas | Engenharia Informática e de Computadores
13.67 | UTAD                       | 25  Vagas | Engenharia Electrotécnica e de Computadores
13.50 | Universidade    Algarve    | 30  Vagas | Engenharia Informática
12.70 | Universidade de Évora      | 25  Vagas | Engenharia Informática
12,55 | Universidade da Beira Int. | 55  Vagas | Engenharia Informática
12.50 | IS Tecnico                 | 98  Vagas | Engenharia Informática e de Computadores
11.17 | ISTGBeja                   | 40  Vagas | Engenharia Informática

myAmbrosio

Para aqueles que andam sempre atentos as novas startups aqui está mais um projecto inovador acabadinho de sair da Universidade do Minho. Apesar de o projecto ainda estar muito verde os autores já contam com algumas parcerias importantes, assim como o sempre necessário apoio financeiro.

A ideia por trás do Ambrosio é um agregador de produtos/lojas de comercio tradicional, servindo este como veiculo de promoção das lojas/produtos e fornecendo aos utilizadores finais produtos que, por exemplo, não conseguem comprar num Hipermercado perto de si. Outro tipo de mercado que se pode abrir é certamento o do turismo rural através de, por exemplo, uma sugestão de onde dormir, onde comer ou indicação de onde estão a decorrer as festas tradicionais da terra.

Caso estejam interessados no conceito podem ver o video explicativo acabadinho de sair e contactar os autores com sugestões.

Licenciatura antes de Bolonha igual a Mestrado?

Na Universidade do Minho, provavelmente, sim. Quando se perde a esperança em Portugal e nos Portugueses, quando se acha que já ninguém faz nada apenas porque é o que se deve fazer (embora dê trabalho), eis que surge a surpresa.

Por exemplo, a minha prima anda a estudar para ser localizadora está actualmente a perder um ano no quarto da sua licenciatura porque não lhe deram equivalência ao novo curso de Bolonha (3 anos). Se falhar qualquer dos exames será obrigada a fazer essa cadeira para ter a equivalência ao novo curso de 3 anos. Ela deve pensar que a uminho é espectacular. Não é. (Mas a Universidade do Porto anda muito mal Joaninha.. :P)

Mas, pelo menos nos serviços académicos alguém anda a tentar fazer com que isto seja o mais justo possivel para os alunos. E só isso merece um aplauso deste rapaz que já tem um empréstimo de 5000 euros porque a sua bolsa de estudo social foi retirada devido a bolonhices.

E porque acho isto justo? Porque era uma palhaçada em portugal estudar-se 5 anos para se tirar uma licenciatura quando lá fora é sempre 3+2 (USA, UK e Europa pelo menos). Acho muito bem que se deem agora condições especiais aos alunos que tiveram que aturar este aborto chamado licenciatura puderem estar em igualdade com o resto do mundo, sem parecer que fizeram o curso no Bangladesh.

Tendo dito isto, PATAS AO AR! (Paws In The Air for danish retards that visit my blog)

Nova startup promete arrasar com o maisgasolina

Novo e intrigante email que recebi hoje:

Chegou a concorrência ao maisgasolina e, ao que parece, tem pernas para andar. Um dos autores é Tiago Ribeiro, que foi recentemente premiado pela microsoft (buuh) com o premio great minds, great efforts, e é também o mentor do project e-sharing. Para já deixo-vos o email que recebi.

Olá!

A thirdlabs, em parceria com a InnovationPoint S.A., gostaria de convidar a comunidade académica a participar no seu novo comparador de combustíveis gasmappers.com, que acaba de lançar no mercado nacional. Trata-se de um portal comunitário, de adesão livre e com uma interface intuitiva que permite saber quais os postos mais económicos para abastecerem o vosso carro, de acordo com vários critérios e condições de geolocalização.

Este convite (…), sendo a equipa composta por um aluno do 3º ano do Mestrado Integrado em Engenharia Biomédica da Univ. do Minho (Rui Marinho), por um ex-aluno de Engenharia Informática do Instituto Politécnico do Porto (Sérgio Castro) e ainda por um aluno do Mestrado em Engenharia Informática da Univ. do Minho (Tiago Ribeiro).

Esperamos que desfrutem do site e que contribuam sempre que possível. Estamos abertos a sugestões e comentários, quer via Google groups, quer por email para info@gasmappers.com.

Desabafo sobre o mestrado

O mestrado em que estou é composto por duas unidades de especialização. Penso que foi feito assim para permitir as pessoas especializarem-se podendo trabalhar ao mesmo tempo, já que em regime part-time podem frequentar uma UCE durante um dia por semana (e pagar metade da propina) enquanto trabalham em outros cinco dias.

A ousadia e modelo idealizado por alguns dos directores de departamento (e conselho cientifico) merece, na minha opinião, um forte apoio por parte dos alunos. Não foram em pantominisses de mestrados integrados que dão direito a licenciaturas da treta, remodelaram a licenciatura a sério e pensaram num plano de mestrado a altura. Poucos foram os que foram tão longe e é por isto que a Universidade do Minho acaba sempre por ter bons cursos. Tomam-se boas decisões na altura de remodelar, sem ser a reboque de decisões duvidosas baseadas em premissas obscuras (pe: despedimentos, o não aumento das propinas, etc)

Para mim o problema das decisões foi… Apenas as que eu tomei.

Na altura tive uma discussão com um amigo meu (Olá Diogo) sobre se se deveria ou não escolher a área de especialização tendo como critério principal a qualidade dos docentes. Eu defendi que seria um absurdo escolher não pela área que gostamos mas apenas porque os professores são mais competentes (organizados, cientificamente capazes, actualizados, etc). O Diogo sempre defendeu o contrario, que seria impossível ter um mestrado a altura sem aproveitar o melhor que o departamento tem para oferecer em termos de docentes.

Hoje penso que estava errado.

Dia após dia faço trabalhos que não considero dignos de serem englobados no mestrado, não existe um planeamento cuidado das aulas, não existe uma aprendizagem vocacionada para criar investigadores. Tudo o que sei sobre artigos científicos, ou teses aprendido dentro da Universidade foi na especialização que partilho com o Diogo, que tem um corpo docente muito bom. Na outra são trabalhinhos, ferramentas, brincadeiras, tpcs. Dá a ideia que se pode faltar um semestre inteiro e aparecer na altura do exame e tirar a mesma nota (ou melhor) que se tivéssemos frequentado as aulas. Os docentes dizem aos alunos que o mestrado não tem saídas profissionais (o que é mentira, eu vou ter estágio na área) , não estabelecem a calendarização das aulas (nem sequer dos exames), tratam mal os alunos, até chegam ao cumulo da desgraça de referir alunos por terem uma ou outra deficiência e achar isso “incrível”. Existem pessoas sem escrúpulos capazes de abusar da sua posição de poder para passar a mensagem que estão ao vosso nível (talvez queiram mostrar que são superiores, mas eu não tenho respeito por pessoas assim. Desprezo-as). Acreditem passaram-se coisas comigo que eu considero inacreditáveis. Docentes que tiveram atitudes de tal forma graves, e em frente a outros docentes, mas que passaram completamente impunes. Eu também assim o permiti porque muito sinceramente a minha vida é outra e não me dei ao trabalho de me chatear. Mas pergunto-me, como podem os outros olhar para o lado e fingir que nada se passou? Claro que tudo isto é sempre injusto para alguns docentes que são competentes mas sem grande culpa ficam associados a tudo isto. Mas já dizia o outro “diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és”

Ainda nem falei da sobrecarga de trabalhos que são dadas em outras especializações mas resumindo cabe tudo nisto: Se estão a considerar entrar no mestrado em informática na Universidade do Minho tem aqui um incentivo. Mas informem-se sobre quais as especializações que são de facto algo de relevante. E informem-se sobre os docentes. E tomem boas decisões. Não que acredite que vos vá mudar o rumo profissional mas, pelo menos, tenho a certeza que vão passar um ano bem mais agradável e dar o vosso dinheiro por melhor gasto.

Está aqui o meu email e estou sempre disponível para esclarecimentos :) Vou voltar aos trabalhinhos patéticos que faço para o mestrado. Sinto que estou a desaprender quando o faço, e sinto uma tristeza e vergonha semelhante a que teria se trabalhasse na Microsoft (pessoal isto foi uma piada) :P

Criptografia Aplicada à Segurança em Bases de Dados

Resumo: A preservação da privacidade entre várias bases de dados apresenta-se como um dos mais intrigantes desafios na criptografia actual. Várias técnicas têm sido desenvolvidas no sentido de tentar resolver este problema. Este artigo surge então como uma revisão bibliográfica sobre o tema com especial foco na Anonymization, Private Information Retrieval e Secure Multi-Party Computation. Serão também apresentadas algumas directrizes para trabalho futuro, no qual se tentará aplicar os conhecimentos adquiridos a um problema concreto.

Link: report.pdf