nunojob:~ dscape/08$ echo The Black Sheep

Esta mensagem não me é nada indiferente. Tempos conturbados no Ensino Superior Português.

A mensagem que se ambiciona transmitir, através de palavras claras e objectivas, a todos os alunos do curso LESI que se sentem parte desta causa pressupõe algo não inédito mas antes verdadeiro.

Assim será possível partilhar toda a informação, abrir discussões produtivas e tentar encontrar soluções adequadas para todos os visados, não tendo como objectivo hostilizar qualquer entidade, nem apoiar qualquer grupo parcial, mas sim primar pela integridade e promover a construção de uma estratégia que facilite atingir os nossos direitos, todos aqueles que se relacionem com a obtenção pelos alunos das qualificações programadas aquando do ingresso no curso referido.

Nesse tempo, e após a análise dos cursos disponíveis na área da Informática, e considerando todo o percurso, qualificações e habilitações atingíveis em cada um, a preferência por LESI fora inequívoca, ingressando assim na Universidade Sem Muros. Olhava-se o destino com uma esperança reavivada e todo o universo parecia caber na palma de uma só mão.

Vínhamos para fazer a diferença!

Findos os primeiros três anos muitas das esperanças deram lugar a realidades longínquas, imergindo assim uma universidade feita de muros sólidos que mais parecem estar lá desde sempre.

A promessa de Bolonha apareceu, anunciando destruir todas estas barreiras. Exigia-se agora uma maior cooperação dos alunos com a Universidade, mais e melhor qualidade na investigação, inovadores métodos e melhor qualidade no ensino, uma avaliação realmente contínua, maior mobilidade, mais liberdade na escolha do currículo académico. Uma Universidade feita para os alunos.

No entanto Bolonha chegou e o processo de transição LESI/LEI que se impõe ameaça, desde já, os seus pressupostos mesmo antes da sua consumação. Os mesmos interesses que mantêm todos os muros firmes há tantos anos, cerram os dentes para impedir que estes se movam ou caiam.
De modo a contrariar esta tendência, em prol dos direitos que assistem aos alunos e para que finalmente tais barreiras desapareçam reivindica-se:

  1. Que, em situação alguma, resulte desta transição uma situação menos favorável para o aluno que aquela em que se encontraria se esta não tivesse acontecido, quer em termos académicos como em termos económicos.
  2. Que se abram novas vias de diálogo entre os alunos e as entidades decisoras que permitam quebrar a constante falha de comunicação e consequente falta de informação referente a este processo.
  3. Que se trave uma transição brusca e perdulária, reflectindo-se sobre quais as soluções proeminentes e implementando-as a seu devido tempo.
  4. Que se incentive a mobilidade, ocupando cada Unidade de Crédito Curricular um e só um semestre.
  5. Que nenhum aluno tenha que tomar diligencias para salvaguardar os seus interesses, sendo que as entidades por isso responsáveis o façam de uma forma séria e interessada.

A união e o empenho serão uma constante, força esta agregada ao instrumento Palavra, o qual se acredita ser suficiente e capaz de dissuadir os entraves que ameaçam o futuro, até que as demandas atrás referidas sejam reconhecidas como parte fulcral para uma justa transição dos alunos para os seus novos cursos acordantes com o tratado de Bolonha.

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