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Ana Drago em entrevista a O Jogo

Hoje comprei O Jogo. Estava em Guimarães e, como sou portista, quis dar uma olhada ao que se passava no mundo do futebol enquanto viajava no comboio em direcção ao Porto.

Enquanto lia encontrei uma entrevista a deputada Ana Drago do Bloco de Esquerda. Já conhecia o percurso da mesma a algum tempo e de quem até já li algumas entrevistas. Mas ver-la no jornal “O Jogo” deixou-me, no mínimo, perplexo. Afinal de contas não sabia que gostava de futebol.

Ao ler a entrevista conclui-se facilmente que afinal existem mulheres bonitas, inteligentes e solteiras. Para além da minha namorada, claro!

Ficam aqui alguns excertos dessa mesma entrevista, assim como o link para a totalidade do artigo.

(…)não quero que a política venha a ser a minha carreira. Acho aliás que quando a política se transforma numa carreira é porque a pessoa já perdeu um pouco o verdadeiro sentido da sua vida.

(…) o grande problema é que há mecanismos que distorcem a realidade da concorrência. Cada vez mais temos interesses privados a entrar dentro do bolso do Estado, recebendo uma renda sem qualquer risco.

Uns dias sou perfeitamente ateia, no dia seguinte sou agnóstica, uns dias acordo comunista, noutros anarquista, adormeço socialista mas de manhã sou libertária… O que sei é que me interessa um conjunto de vontades e de lutas sociais que essas várias correntes políticas de pensamento e de inspiração filosóficas foram levando a cabo ao longo da História. E vou fazendo o cruzamento delas, o confronto entre os seus diversos argumentos. Mas na verdade nunca consigo fixar-me e dizer: é isto que eu sou! Porque sou uma busca no meio disso tudo.

Pode parecer um chavão, mas aquilo que eu penso é que Sócrates aplica com maior eficácia uma política que já era a de Durão Barroso e de Paulo Portas: a ideia de que, para que o Estado português possa sobreviver, é preciso haver uma reforma estrutural do país. Tradução: transformar aquilo que construímos desde o 25 de Abril! É verdade que em Portugal sempre tivemos um Estado social fraco na sua capacidade de protecção, de prestação, de efectivação de direitos. Mas existia a concepção central de que o exercício da democracia tinha de estar associado justamente a um conjunto de direitos: o acesso à educação, à saúde, à segurança social. E o que Sócrates vem afirmar é que isto não é sustentável e é preciso reformar estruturalmente o Estado. Garante que quer salvar o Estado social, só que na prática está a matá-lo, ao fazer as restrições que faz na segurança social, ao entregar ao mercado tudo o que pode entregar-lhe. Dizendo que talvez o mercado resolva as coisas… Isto é, que o Estado, no fundo, não tem obrigações sociais, ou muito poucas.

Interessados? Podem ler o resto aqui.

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