nunojob:~ dscape/08$ echo The Black Sheep

Na Universidade do Minho, provavelmente, sim. Quando se perde a esperança em Portugal e nos Portugueses, quando se acha que já ninguém faz nada apenas porque é o que se deve fazer (embora dê trabalho), eis que surge a surpresa.

Por exemplo, a minha prima anda a estudar para ser localizadora está actualmente a perder um ano no quarto da sua licenciatura porque não lhe deram equivalência ao novo curso de Bolonha (3 anos). Se falhar qualquer dos exames será obrigada a fazer essa cadeira para ter a equivalência ao novo curso de 3 anos. Ela deve pensar que a uminho é espectacular. Não é. (Mas a Universidade do Porto anda muito mal Joaninha.. :P)

Mas, pelo menos nos serviços académicos alguém anda a tentar fazer com que isto seja o mais justo possivel para os alunos. E só isso merece um aplauso deste rapaz que já tem um empréstimo de 5000 euros porque a sua bolsa de estudo social foi retirada devido a bolonhices.

E porque acho isto justo? Porque era uma palhaçada em portugal estudar-se 5 anos para se tirar uma licenciatura quando lá fora é sempre 3+2 (USA, UK e Europa pelo menos). Acho muito bem que se deem agora condições especiais aos alunos que tiveram que aturar este aborto chamado licenciatura puderem estar em igualdade com o resto do mundo, sem parecer que fizeram o curso no Bangladesh.

Tendo dito isto, PATAS AO AR! (Paws In The Air for danish retards that visit my blog)

Comments on: "Licenciatura antes de Bolonha igual a Mestrado?" (13)

  1. A equivalencia do curso antigo ao novo é até bastante comum… Aqui por Aveiro a mesma tambem existe e os alunos precisam apenas de apresentar uma dissertaçao para lhes ser dado equivalencia a mestrado.

    No que dizer respeito à justiça dos 3 anos… Discordo profundamente… Se os alunos ja estavam pouco preparados qd saiam da univ, agora vao estar ainda mais…

    Se razao ha para o sucesso dos eng. portugueses por essa europa fora, é a preparaçao que receberam que até podem de apelidar terceira mundista, mas que na realidade os torna competitivos no mercado.

  2. Não acho que tempo = competência e acho que muita gente com 5 anos sai mal preparada e gente com 3 sai bem.

    A uminho fez em 3 anos uma licenciatura que eu considero tão boa a nível de preparação como os antigos 5 anos. As especializações, ou façam-as ou estudem por fora.

  3. Se a actual licenciatura de 3 anos é tão boa como os antigos 5 anos, isso só pode significar uma coisa: a antiga licenciatura tinha imensas cadeiras (40%) que não tinham qualquer interesse. É isso?

  4. Não podes comparar directamente a UMinho à UPorto, as unidades da UP são muito mais autónomas, pelo que dizes do curso presumo que a tua prima esteja na FLUP, pois posso dizer-te que na FEUP o processo de adaptação a Bolonha já estava à muito definido e foi pelo Mestrado Integrado, no entanto a equivalência ao “mestrado” sempre foi definida… nunca houve sequer a hipótese de não existir, nem a repetição de anos. Agora as restantes Faculdades da UP são livres de decidir por si as formas de adaptação a Bolonha o que ai torna de facto as coisas mais complicadas, havendo faculdades mais bem posicionadas e outras que ainda andam um pouco à procura da luz.

  5. @Alves faltam algumas especializações que tinhamos no quarto ano e o estágio integrado. Mas de resto até acho o plano curricular actual da LEI melhor que o da LESI.

    @Pon3A tinhas que vir defender a FEUP :P Não posso sequer dizer que foi inesperado. Se são autónomas umas das outras nestes pontos não deviam ser. SE a FEUP tem um sistema que preenche os requisitos todos ganhavam em adoptar medidas iguais para beneficio dos alunos. Mas claro existem sempre os INTERESSES ESTABELECIDOS e os LOBBIES do costume que fazem de Portugal a merda que é. Epá é desta que perdi a minha star do startracking. Falar mal de Portugal, que ultraje :(

  6. “os alunos precisam apenas de apresentar uma dissertaçao para lhes ser dado equivalencia a mestrado”

    Isto é assim noutras universidades também. Em inglês isto chama-se “bait and switch”, quem passou por uma licenciatura de 5 anos é obrigado a dispender mais tempo e mais dinheiro se não quiser ser enfiado no saco dos que agora passam a ser licenciados ao fim de 3 anos.

    Isto é, para ser simpático, um insulto.

    Se realmente o mestrado de bolonha em 5 anos resulta em alunos mais bem formados do que na antiga licenciatura de 5 anos (o que não é verdade), então as designações deveriam ter sido alteradas. O esquema que foi escolhido só serve para criar confusão e desqualificar quem se licenciou no modelo antigo.

  7. Alves: basicamente, sim! Concordo que 40% não tinha interesse :oP

    Sou completo defensor de Bolonha! Se o pessoal que tirou licenciaturas de 4 ou 5 anos se quer queixar, deveria te-lo feito quando eramos diferentes do resto da Europa! Não é agora que estamos a standardizar o ensino…

    Não fazia QUALQUER sentido a disparidade entre Portugal e os outros países…

    Hugz,
    Luís

    • És um perfeito idiota! E a qualidade do ensino de antigamente, que só quem de facto sabia e lutava por ter boas notas é que passava de ano? Não é como agora, que os “mestrados” de Bolonha, feitos a martelo, saem das escolas sem saber sequer falar português correctamente (já nem digo redigir….). Mas são mestres; a maior parte teve de comprar o mestrado!

  8. pfmachado said:

    Não poderia de deixar de dar o meu contributo neste pequeno “debate” :) até porque é um assunto que acompanhei de muito perto durante os últimos anos (até me quiseram processar por dizer as verdades!).

    Mas em relação aquilo que está a ser discutido não concordo que as pessoas com apenas 3 anos no geral obtenham as mesmas competências que uma pessoa que terminou um curso de 5 anos, apesar de admitir que existem excepções, ainda mais em áreas como as Tecnologias de Informação em que ser autodidacta é uma característica que considero fundamental, no entanto não consigo concordar quando olhando para outras áreas por exemplo, medicina, direito, eng. civil, etc, etc.

    O problema e a confusão começa quando em Portugal manteve-se a mesma nomenclatura para designar os graus, o que parece-me propositado por diversas razões e que vêm claramente lançar confusão no meio académico.
    No resto da Europa o 1ºciclo = Bachelor, 2ªciclo = Master, a minha tradução para português seria 1ªciclo = Bacharel, 2º ciclo = Mestrado, cá manteve-se a Licenciatura apesar de já existir de o Bacharel.

    Mas na minha opinião o problema não é apenas saber se as pessoas serão ou não competentes com apenas 3 anos, como disse o Nuno, e bem!, há pessoas que continuam a sair muito mal preparadas com uma formação de 5 anos… e claro depende muito de que forma é feita adequação dos programas leccionados (na sua grande maioria têm vindo a ser realizadas não com base no objectivo de gerar indivíduos com competências necessárias para exercer as suas funções com 3 anos apenas, mas sim, para manter as disciplinas de determinados professores com mais peso dentro das universidades, e assim manter o seus empregos seguros).

    A mim assusta-me a forma como isto vai ser interpretado no mercado de trabalho, ou seja, se não vai servir para criar mais precariedade. Não acredito que alguma empresa pagará o mesmo ordenado (pelo menos inicial) a uma pessoa com um curso de 3 anos que paga a outra com um curso de 5 anos, da mesma forma que será sempre um argumento que irão utilizar para justificar essa distinção.

    Quem quiser os 5 anos ou têm sorte de ter mestrado integrado ou vai ter de pagar por mais 2 anos a peso de ouro. É tudo uma questão de lucro (Bolonha = $$$)

    Mas é bom saber que a Universidade do Minho tenha resolvido fazer alguma coisa, resolveu ouvir e seguir algumas das propostas que à muito tempo o Agir apresentou para tentar diminuir o “ruído” da adequação do ensino superior ao tratado de Bolonha.

  9. “Não fazia QUALQUER sentido a disparidade entre Portugal e os outros países…”

    Estás a assumir que todos os outros já eram semelhantes, e Portugal era o único diferente… Ou então estás a assumir que os restantes países também estão com tanta pressa em aplicar Bolonha como está Portugal…

    De qualquer forma, Portugal já teve este modelo. Com um curso de 3 anos obtinha-se um grau de Bacharel, com mais dois anos obtinha-se o grau de Licenciado. Isto foi progressivamente abandonado, porque o bacharelato era considerado um grau inferior (tanto pelos alunos, como pelas instituições de ensino) e também porque limitando-se a cursos de 5 anos as universidades viam os seus orçamentos aumentar.

    Com Bolonha a verdadeira standardização foi feita com o sistema de créditos ECTS. Foi isto que veio tornar mais fácil a comparação entre os cursos dos diversos países.

    Quem só fizer o curso de 3 anos claramente tem uma formação inferior a quem fez o anterior curso de 5 anos. Não adianta vir com conversas de que “40% das cadeiras são inúteis”, o que está a aqui a acontecer é uma confusão provocada pelo facto do curso também se chamar “licenciatura”. Se se chamasse “bacharelato” ninguém fazia este tipo de comparações.

    Resumindo, o 1º ciclo chama-se “licenciatura” e não “bacharelato” porque o governo quer inflaccionar o número de licenciados, e o 2º ciclo chama-se mestrado e não licenciatura porque este termo não existe lá fora (uma razão válida), mas também porque isto justifica um aumento das propinas do 2º ciclo.

  10. JFreitas said:

    Honestamente, no meu caso, não concordo com a adaptação do curso para Bolonha! Tirei Design, e na mesma Univ havia a cadeira de Artes Plásticas. Note-se que para reduzir os cursos em questão, as cadeiras retiradas, tanto em Design como em Artes plásticas, foram as de :DESENHO:! Como é que um designer cria logótipos sem saber desenhar minimamente (e convém que aprenda desenho técnico de representação e tipografia). Como é que um artista plástico desenha e pinta sem ter aulas de desenho básicas ou de modelo! A verdade é que quem vai para a Universidade para estes cursos convém já saber desenhar, mas desenho de modelo é essencial para os artistas plásticos, dado que não é algo que se treine até ao 12º ano na “escola”, pelo menos não dei na minha.

    Gostava de saber quem é que escolheu as cadeiras a tirar, porque principalmente em Artes Plásticas acho honestamente que foi uma burrice de primeira!

  11. Aconselho-vos a tirarem uma licenciatura de Bolonha. Mas atenção, não a façam só por exames. Experimentem fazer todas essas poucas cadeiras em avaliação contínua….frequências, trabalhos, empreendorismos, projectos….Depois venham-me dizer que não custou nada, ou melhor ainda, não obtiveram conhecimento algum…sim porque são só três anos. Pois é, realmente a duração do curso é menor, e o número de cadeiras também reduziu. Acontece que temos de ser muito mais autónomos, temos de trabalhar muito mais…este método obriga-nos a isso. Não é só chegar e estudar para alguns exames ou frequências. Respeito todas e qaisquer opiniões, mas é triste ver, que Portugal não evolui, porque meia dúzia de cidadãos atrasa o seu povo…

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